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Protocolos

Segurança e limites

Material experimental. Leia antes de usar qualquer coisa daqui.

Nada nesta página é recomendação médica, prescrição ou plano de tratamento. É uma tradução organizada de protocolos que circulam em comunidades de pesquisa e, quando existe, do que ensaios publicados testaram. As duas coisas estão marcadas de forma diferente — e não são equivalentes.

A maior parte dos compostos aqui não tem aprovação da ANVISA nem da FDA para uso humano. Vários são vendidos com rótulo de "uso exclusivo em pesquisa", o que significa que não passaram por controle de pureza, esterilidade ou dosagem para consumo por pessoas. Dose descrita por comunidade não é dose validada: é o que alguém relatou ter feito.

Converse com um profissional de saúde habilitado antes de considerar qualquer um destes compostos. Se você já usa algum e sentir algo fora do previsto, procure atendimento — não espere o próximo exame de rotina.

O risco que não aparece na tabela de dose

Toda tabela desta referência responde à pergunta "quanto". Nenhuma responde às três que costumam machucar antes:

1. O que tem dentro do frasco

Produto com rótulo de "uso exclusivo em pesquisa" não passou por controle de identidade, pureza, esterilidade ou endotoxina para uso humano. O rótulo diz 10 mg; ninguém garantiu que sejam 10 mg, nem que seja o composto certo, nem que esteja estéril. Um laudo de análise (COA) do fornecedor é melhor que nada, mas é um documento emitido por quem está vendendo.

2. A dose que a comunidade repete

Boa parte dos números aqui vem de relato de comunidade. Uma dose citada por mil pessoas continua sendo um relato repetido mil vezes — não vira evidência por acúmulo. Onde existe ensaio publicado, a página diz. Onde não existe, também diz.

3. A interação com o que você já toma

Vários compostos desta lista mexem em glicose, pressão, coagulação ou sinalização serotonérgica. O azul de metileno com um antidepressivo ISRS é o exemplo mais direto: é risco de síndrome serotoninérgica, não incômodo. Um profissional que veja sua lista inteira de medicamentos é a única forma séria de resolver isso.

Situações que pedem parar e procurar atendimento

  • Dor abdominal persistente, sobretudo com náusea ou vômito — atenção redobrada com agonistas de incretina e com VIP.
  • Qualquer alteração em pinta: cor, borda, tamanho ou sangramento. Vale para Melanotan II em particular.
  • Falta de ar, inchaço assimétrico de perna, dor no peito.
  • Alteração visual, dor de cabeça nova e persistente, confusão.
  • Reação no local da injeção que espalha, esquenta ou vem com febre.
  • Hipoglicemia — tremor, suor frio, confusão. Preocupa especialmente com IGF-1 LR3.

Grupos em que o risco é outro

Gravidez, amamentação, câncer ativo ou histórico oncológico, doença renal ou hepática, uso de anticoagulante, transtorno psiquiátrico em tratamento e menores de idade. Nenhum dos compostos desta referência tem dado de segurança que sustente uso nesses contextos, e vários têm razão mecanística para preocupar — sinal de crescimento sistêmico é o exemplo mais claro.

Situação regulatória no Brasil

Nenhum dos compostos marcados como "não aprovado" nesta referência tem registro na ANVISA para as finalidades descritas. Semaglutida, tirzepatida e tesamorelina têm registro para indicações específicas e exigem prescrição. Importar produto de uso em pesquisa para consumo pessoal não os transforma em medicamento — muda apenas quem carrega o risco.

O que esta referência não faz

  • Não indica fornecedor, loja ou marca. A fonte original tem links comerciais; eles foram removidos.
  • Não recomenda dose, ciclo ou combinação para ninguém.
  • Não verificou nenhuma fonte primária. A conferência foi contra a fonte secundária.
  • Não substitui consulta, exame ou receita.