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Protocolos
Compostos › Verificado em fonte primária

Os GLP-1 contra a bula

As doses estavam certas. A tarja preta estava faltando

Aprovação parcialVerificado em fonte primária

Material experimental. Leia antes de usar qualquer coisa daqui.

Nada nesta página é recomendação médica, prescrição ou plano de tratamento. É uma tradução organizada de protocolos que circulam em comunidades de pesquisa e, quando existe, do que ensaios publicados testaram. As duas coisas estão marcadas de forma diferente — e não são equivalentes.

A maior parte dos compostos aqui não tem aprovação da ANVISA nem da FDA para uso humano. Vários são vendidos com rótulo de "uso exclusivo em pesquisa", o que significa que não passaram por controle de pureza, esterilidade ou dosagem para consumo por pessoas. Dose descrita por comunidade não é dose validada: é o que alguém relatou ter feito.

Converse com um profissional de saúde habilitado antes de considerar qualquer um destes compostos. Se você já usa algum e sentir algo fora do previsto, procure atendimento — não espere o próximo exame de rotina.

Atenção específica deste composto: Semaglutida e tirzepatida têm tarja preta da FDA por tumor de células C da tireoide em roedores. No Brasil o tratamento é diferente para cada uma: a bula do MOUNJARO contraindica carcinoma medular de tireoide e NEM 2, e as de Ozempic, Wegovy e Rybelsus apenas pedem cautela. Este site publicava a titulação completa sem nada disso. A falha era minha, não da fonte, e está corrigida nas nove páginas.

Resumo

Primeira auditoria deste site contra um gabarito oficial. Comparei as cinco escadas de titulação de semaglutida e tirzepatida, degrau por degrau, com as bulas aprovadas pela FDA, lidas em 4 de setembro de 2026. Nenhum valor de dose está errado — e o site até acerta um detalhe difícil, que 7,5 e 12,5 mg de tirzepatida são degraus de passagem e não de manutenção. Mas faltavam seis instruções da bula, e faltava a coisa mais importante: nas nove páginas de GLP-1 não havia uma única menção a tireoide, carcinoma medular ou NEM 2. Numa segunda rodada li as quatro bulas da ANVISA, e elas divergem da FDA em seis pontos — inclusive uma dose de 7,2 mg do Wegovy que não existe nos Estados Unidos.

Por que esta página existe

As outras páginas de fonte primária deste site respondem quanta evidência existe. Esta responde outra coisa, e mais direta: as tabelas de dose que este site publica estão certas?

Até aqui, a garantia que eu dava era que os números foram transportados da fonte sem serem reinterpretados. Isso garante que eu copiei certo. Não garante que a fonte estava certa, e essa distinção nunca tinha sido testada em página nenhuma.

Os GLP-1 são o único grupo do site onde dá para testar, porque são os únicos com bula aprovada por agência. Peguei as bulas oficiais na base da FDA e do DailyMed em 4 de setembro de 2026 e comparei degrau por degrau. O resultado tem duas metades bem diferentes.

Primeira metade: os números batem

Esta é a parte boa, e é a maior. Nenhuma escada de titulação do site está errada em valor de dose. Conferi as cinco, degrau por degrau.

ProdutoO que o site publicaO que a bula dizVeredito
Wegovy injetável0,25 → 0,5 → 1 → 1,7 → 2,4 mg/semana, degraus de 4 semanas, manutenção na semana 17Tabela 1: semanas 1–4 / 5–8 / 9–12 / 13–16 / 17 em diante, exatamente esses valoresIdêntico
Wegovy comprimido1,5 → 4 → 9 → 25 mg/diaTabela 2: dias 1–30 / 31–60 / 61–90 / 91 em diante, esses mesmos valoresValores corretos, prazo comprimido em 6 dias
Rybelsus3 → 7 → 14 mg/diaDias 1–30 / 31–60 / 61 em diante, com 14 mg só se precisar de mais controle glicêmicoValores corretos, prazo comprimido em 6 dias
Ozempic comprimido1,5 → 4 → 9 mg/diaDias 1–30 / 31–60 / 61 em diante, com 9 mg só se precisarValores corretos, prazo comprimido em 6 dias
Tirzepatida (Mounjaro e Zepbound)2,5 → 5 → 7,5 → 10 → 12,5 → 15 mg/semana, degraus de 4 semanasInício 2,5 mg por 4 semanas, depois incrementos de 2,5 mg a cada no mínimo 4 semanas, máximo 15 mgIdêntico

E o site acertou uma coisa difícil

A tabela da tirzepatida marca 7,5 mg e 12,5 mg como fase de transição, e 5 mg e 10 mg como doses de manutenção. Isso está certo e quase ninguém acerta: a bula do Zepbound diz que a manutenção recomendada é 5, 10 ou 15 mg — 7,5 e 12,5 existem só para subir a escada, não para ficar. E diz também que 2,5 mg não é aprovada como manutenção, o que o site já escrevia.

A regra de segurar o degrau também está certa nos dois lados: o site manda acrescentar 4 semanas em qualquer degrau intolerável, e a bula diz literalmente para considerar adiar o escalonamento por 4 semanas quando o paciente não tolera.

Segunda metade: seis coisas faltando

Nenhuma delas é número errado. Todas são instrução da bula que o site não traz — e três mudam decisão.

FaltaO que a bula dizPor que importa
1,7 mg é dose de manutenção, não só degrauA manutenção do Wegovy injetável é 1,7 mg ou 2,4 mg, com 2,4 recomendada. Vale para redução de peso e para risco cardiovascularO site tratava 1,7 como um degrau a caminho de 2,4. Quem não tolera 2,4 tem uma opção aprovada de parar em 1,7 — e não sabia disso lendo esta página
A instrução de troca de viaQuem não tolera os 25 mg do comprimido deve considerar mudar para Wegovy injetável 1,7 mg por semanaÉ a única saída que a bula oferece a quem não suporta o oral. Não estava em lugar nenhum do site
Apneia do sono só com 10 ou 15 mgNa apneia obstrutiva do sono, o Zepbound tem manutenção de 10 ou 15 mg — 5 mg não serve para essa indicaçãoO site citava a indicação de apneia sem a restrição de dose. Quem parasse em 5 mg estaria tratando obesidade, não apneia
Ozempic também é comprimidoDesde a bula de janeiro de 2026, Ozempic é injetável e comprimido, com escada própria (1,5 → 4 → 9 mg). A bula avisa que Rybelsus e Ozempic comprimidos não são intercambiáveis miligrama a miligramaSão dois comprimidos de semaglutida, do mesmo fabricante, com escadas diferentes. Trocar um pelo outro pela miligrama é erro que a bula antecipa
Máximo pediátrico da tirzepatidaEm criança de 10 anos ou mais, o máximo do Mounjaro é 10 mg por semana, não 15A tabela do site termina em 15 mg sem ressalva de idade
Os degraus orais são de 30 diasDias 1–30, 31–60, 61–90, 91 em diante — não semanas 1–4, 5–8, 9–12, 13 em dianteA diferença é de 6 dias na chegada aos 25 mg. Pequena, mas a escada existe justamente para reduzir efeito gastrointestinal: encurtá-la vai na direção contrária

A falha maior, e não é de dose

Procurei nas nove páginas de GLP-1 deste site — semaglutida, tirzepatida, retatrutida, cagrilintida, survodutida, CagriSema e as três combinações — por tireoide, medular, NEM 2, pancreatite, vesícula, retinopatia, gastroparesia, anestesia e gravidez.

Zero ocorrências. Nenhuma delas, em nenhuma das nove páginas.

Semaglutida e tirzepatida carregam tarja preta — a advertência mais forte que a FDA aplica a um medicamento. A advertência é de tumor de células C da tireoide, dose-dependente e tempo-dependente em roedor, com relevância humana não determinada. E carregam uma contraindicação absoluta: história pessoal ou familiar de carcinoma medular de tireoide, ou neoplasia endócrina múltipla tipo 2.

Contraindicação absoluta não é advertência. Não é "tome cuidado" nem "converse com seu médico". É não use. E este site publicava a escada de titulação completa e a tabela de reconstituição frasco a frasco, sem uma linha sobre ela.

Não é erro de tradução, nem da fonte secundária: é o que nenhuma das duas trouxe, e eu não conferi antes de publicar. É a falha mais grave que este site já teve, e ela estava no ar.

O que a tarja preta diz, em português

Tradução direta do texto das bulas do Wegovy, do Mounjaro, do Zepbound e do Rybelsus/Ozempic comprimidos, que trazem a mesma advertência com a molécula trocada:

ItemO que a bula estabelece
Tarja pretaEm roedores, a substância causa tumores de células C da tireoide de forma dependente da dose e da duração do tratamento, em exposições clinicamente relevantes. Não se sabe se causa em humanos, incluindo carcinoma medular de tireoide — a relevância humana dos tumores de roedor não foi determinada
Contraindicação absolutaHistória pessoal ou familiar de carcinoma medular de tireoide, ou neoplasia endócrina múltipla tipo 2 (NEM 2)
Segunda contraindicaçãoReação de hipersensibilidade grave prévia à substância ou a qualquer excipiente. Já foram relatadas anafilaxia e angioedema com semaglutida e com tirzepatida
Quem prescreve deve orientarA bula manda o profissional aconselhar o paciente sobre o risco potencial de carcinoma medular de tireoide e sobre os sintomas de tumor de tireoide

Os três que não têm bula nenhuma

Retatrutida, cagrilintida e survodutida: procurei na base de rótulos da FDA e nenhum dos três tem registro. A afirmação que o site já fazia — investigacional, em fase 3 — está confirmada.

O que isso significa na prática é o contrário do que parece. Não é que sejam mais seguros por não terem tarja preta. É que não existe autoridade nenhuma para dizer qual é a dose certa: não há escada aprovada, não há máximo definido, não há lista de contraindicação. As tabelas desses três no site vêm inteiramente da fonte secundária e não têm com o que ser comparadas.

CompostoRótulo na FDAO que confirmei no ClinicalTrials.gov
RetatrutidaNenhumFase 3 em curso. TRIUMPH-4 é o NCT05931367, concluído, 445 participantes. Há também um ensaio de desfecho cardiovascular e renal com 10.000 participantes (NCT06383390) e uma comparação direta com tirzepatida (NCT06662383, 800)
Cagrilintida (e CagriSema)NenhumFase 3 em curso. REDEFINE 3 é o NCT05669755, com 7.101 participantes, e há um ensaio concluído em diabetes tipo 2 com 1.200
SurvodutidaNenhumPrograma clínico ativo, com vários estudos de fase 1 concluídos, inclusive de formulação e de gasto energético

A metade brasileira: quatro bulas da ANVISA

A primeira versão desta página usava a bula da FDA e declarava isso como limite. Fui buscar a brasileira. No bulário da ANVISA existem quatro produtos desta classe registrados: Ozempic, Rybelsus, Wegovy e MOUNJARO. Zepbound não existe no Brasil — aqui a tirzepatida tem uma marca só, cobrindo as três indicações.

Baixei as quatro bulas profissionais e li. E a bula brasileira não é a americana traduzida. Diverge em seis pontos, e o primeiro é grande o bastante para eu ter de corrigir o aviso que este site publicou hoje de manhã.

A divergência que mais importa

No Brasil, a semaglutida não é contraindicada em carcinoma medular de tireoide. A tirzepatida é. Mesma classe, mesmo risco de roedor, dois tratamentos regulatórios opostos — e a divisão não é entre FDA e ANVISA, é entre as duas moléculas dentro da ANVISA.

A seção 4 das bulas de Ozempic, Rybelsus e Wegovy diz, as três com a mesma frase: hipersensibilidade ao princípio ativo ou a qualquer um dos excipientes. Só isso. O carcinoma medular aparece bem mais adiante, na seção 5, e com outro peso: a relevância humana é considerada baixa, mas não pode ser completamente excluída, e por isso o medicamento deve ser usado com cautela em quem tem história pessoal ou familiar.

A bula do MOUNJARO faz o contrário, na seção 4 e com todas as letras: MOUNJARO é contraindicado em pacientes com histórico pessoal ou familiar de carcinoma medular de tireoide (CMT) ou em pacientes com neoplasia endócrina múltipla tipo 2 (NEM 2).

Isso muda o que este site deve dizer. O aviso que publiquei hoje de manhã afirmava contraindicação absoluta para as duas moléculas, seguindo a FDA. Está corrigido: agora o aviso separa as duas, porque no Brasil elas são coisas diferentes.

MoléculaFDAANVISAConsequência prática
Semaglutida
Ozempic, Wegovy, Rybelsus
Tarja preta e contraindicação absolutaNão é contraindicação. Seção 4 traz só hipersensibilidade. Na seção 5: usar com cautela, relevância humana considerada baixaNo Brasil, quem tem história familiar de CMT não está proibido de usar — está sob cautela, e a decisão é do prescritor
Tirzepatida
MOUNJARO
Tarja preta e contraindicação absolutaContraindicação absoluta, na seção 4, com o mesmo alcance da FDANo Brasil, é proibição — e é a única das duas moléculas que carrega isso

Cinco divergências de dose

Nenhuma delas está no site, e duas apontam para doses que não existem na bula americana ou não existem na brasileira.

PontoFDAANVISAO que o site publica
Dose máxima do Wegovy2,4 mg/semana7,2 mg/semana — individualizada, só em adulto com IMC ≥ 30 no início, após no mínimo 4 semanas em 2,4 mg e quando a resposta a 2,4 for insuficiente. Aplicada como três injeções de 2,4 mg, a pelo menos 5 cm uma da outra. Sem melhora adicional, volta para 2,42,4 mg como teto. A dose brasileira é o triplo disso, e não estava aqui
Manutenção do Wegovy1,7 mg ou 2,4 mg, com 2,4 recomendada2,4 mg. O 1,7 é degrau, não destinoTratava 1,7 como degrau — o que está certo no Brasil e errado nos EUA. As duas bulas discordam entre si
Dose máxima do Ozempic2 mg/semana1,0 mg/semana. A bula diz textualmente que doses semanais maiores que 1,0 mg não são recomendadasNada. O teto brasileiro é metade do americano
Semaglutida oralTrês produtos: Rybelsus 14 mg, Ozempic comprimido 9 mg e Wegovy comprimido 25 mgUm só: Rybelsus, máximo 14 mg. Não existe Ozempic comprimido nem Wegovy comprimido registrado no BrasilDuas tabelas orais que não têm equivalente brasileiro — a de 1,5→4→9 e a de 25 mg
Marcas de tirzepatidaMounjaro para diabetes, Zepbound para peso e apneiaSó MOUNJARO, cobrindo diabetes, controle de peso e apneia obstrutiva do sonoUma tabela comparando Mounjaro e Zepbound como se as duas existissem aqui

O que só a bula brasileira diz

  • Não dobre o comprimido de 7 mg do Rybelsus para fazer 14. A bula é explícita: cada dosagem tem a mesma quantidade de SNAC, o transportador, e ingerir o dobro desse componente não foi estudado. É a instrução mais diretamente útil de todas as quatro bulas para quem se dosa sozinho, e não aparece na bula americana.
  • A dose de 7,2 mg do Wegovy tem regra de recuo. Se não houver melhora adicional de peso, a bula manda voltar para 2,4 mg — textualmente, a fim de evitar exposição desnecessária a riscos associados à dose mais elevada. Ela veio dos estudos STEP UP e STEP UP T2D, com 1.919 pacientes ao todo.
  • O MOUNJARO tem critério de parada. Em controle de peso, se o paciente não perder ao menos 5% do peso inicial em 6 meses na dose tolerada mais alta, a bula manda decidir sobre continuar ou não. Nenhuma página deste site tinha critério de parada para nada.
  • O MOUNJARO pediátrico brasileiro bate com o americano: acima de 10 anos, manutenção de 5 ou 10 mg, máximo de 10 mg. E na apneia do sono, manutenção de 10 ou 15 mg — a mesma restrição do Zepbound nos EUA, aqui dentro do MOUNJARO.

O que as duas bulas concordam

A escada da tirzepatida é idêntica nos dois países: 2,5 mg por 4 semanas, depois acréscimos de 2,5 mg a cada no mínimo 4 semanas, manutenção em 5, 10 ou 15 mg, máximo de 15. A escada do Rybelsus também: 3 mg por um mês, 7 mg por pelo menos mais um mês, 14 mg só se precisar de controle glicêmico adicional. E a do Wegovy até os 2,4 mg é a mesma tabela, semana a semana.

Ou seja: as escadas que este site publica continuam certas nos dois países. O que divergia era tudo o que vinha em volta — o teto, a contraindicação, quais produtos existem e o que fazer quando não funciona.

O que muda no site a partir daqui

  • As nove páginas de GLP-1 passam a trazer um aviso no topo, com a tarja preta e a contraindicação absoluta, e o link para esta página.
  • As escadas de dose continuam como estão, porque estão certas. O que muda é o que vai junto delas.
  • Este método vale para pouca coisa do resto do site. Dos 67 compostos, quase nenhum tem bula: é o que torna os GLP-1 auditáveis e o resto, não. Onde não há bula, não há gabarito — e essa é a situação normal desta referência, não a exceção.
  • A lição não é sobre GLP-1. É que "o número foi preservado da fonte" e "o número está certo" são afirmações diferentes, e só a primeira valia para este site até hoje.

O que esta auditoria não fez

  • Não conferi as tabelas de reconstituição. Elas são aritmética de diluição, não posologia de bula — nenhuma bula descreve reconstituir frasco de peptídeo com água bacteriostática, porque o produto aprovado já vem pronto em caneta.
  • Li as quatro bulas brasileiras, mas só as seções 4, 5 e 8 — contraindicações, advertências e posologia. Não auditei interações, populações especiais nem reações adversas em nenhuma delas.
  • Não auditei as seções de interação medicamentosa nem de populações especiais. Fiquei na posologia, na tarja preta e nas contraindicações.
  • Não li os ensaios citados nas tabelas do site — STEP 1, SURMOUNT-1, OASIS 4, TRIUMPH-4. Confirmei que TRIUMPH-4 existe e o número de participantes; os percentuais de perda de peso continuam vindo da fonte secundária.

Referências

Esta página não veio da fonte secundária. Cada afirmação desta página foi conferida contra a bula oficial — FDA e ANVISA — em 4 de setembro de 2026. Esta página não usa o PubMed: o gabarito aqui é regulatório.
  1. Bula do Wegovy (injeção e comprimido), Novo Nordisk, publicada em 30 de junho de 2026. Fonte das Tabelas 1 e 2 de titulação e da tarja preta.
  2. Bula conjunta de Rybelsus e Ozempic comprimidos, vigência de 30 de janeiro de 2026, com a advertência de que os dois não são intercambiáveis miligrama a miligrama.
  3. Bula do Mounjaro (tirzepatida), vigência de 29 de julho de 2026 — origem do máximo pediátrico de 10 mg.
  4. Bula do Zepbound (tirzepatida), vigência de 28 de agosto de 2026 — origem das doses de manutenção de 5, 10 e 15 mg e da restrição a 10 ou 15 mg na apneia do sono.
  5. API pública de rótulos da FDA, usada para confirmar a ausência de registro de retatrutida, cagrilintida e survodutida.
  6. Registros de ensaio conferidos no ClinicalTrials.gov: NCT05931367 (TRIUMPH-4), NCT06383390, NCT06662383 e NCT05669755 (REDEFINE 3).
  7. Bulário eletrônico da ANVISA — origem das quatro bulas profissionais lidas na segunda rodada desta auditoria.
  8. Bula profissional do Ozempic, registro 117660036, versão de 17 de abril de 2026 — origem do teto de 1,0 mg por semana no Brasil.
  9. Bula profissional do Rybelsus, registro 117660037, versão de 30 de abril de 2026 — origem da advertência de não dobrar o comprimido de 7 mg.
  10. Bula profissional do Wegovy, registro 117660039, versão de 4 de maio de 2026 — origem da dose de 7,2 mg e da Tabela 16 de escalonamento.
  11. Bula profissional do MOUNJARO, registro 112600202, versão de 21 de maio de 2026 — a única das quatro que contraindica carcinoma medular de tireoide e NEM 2.

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