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Protocolos
Compostos › Metabólico e peso

Tesofensina

Inibidor triplo de recaptação, em comprimido oral

Não aprovadoMetabólico e peso

Material experimental. Leia antes de usar qualquer coisa daqui.

Nada nesta página é recomendação médica, prescrição ou plano de tratamento. É uma tradução organizada de protocolos que circulam em comunidades de pesquisa e, quando existe, do que ensaios publicados testaram. As duas coisas estão marcadas de forma diferente — e não são equivalentes.

A maior parte dos compostos aqui não tem aprovação da ANVISA nem da FDA para uso humano. Vários são vendidos com rótulo de "uso exclusivo em pesquisa", o que significa que não passaram por controle de pureza, esterilidade ou dosagem para consumo por pessoas. Dose descrita por comunidade não é dose validada: é o que alguém relatou ter feito.

Converse com um profissional de saúde habilitado antes de considerar qualquer um destes compostos. Se você já usa algum e sentir algo fora do previsto, procure atendimento — não espere o próximo exame de rotina.

No Brasil: nenhum medicamento registrado com este princípio ativo. Conferido em 4 de setembro de 2026 no dado aberto da ANVISA, com 43.489 registros. Não existe bula brasileira, dose aprovada nem lote fiscalizado — o que circula é importação ou manipulação. A varredura completa está em O que existe no Brasil.
Atenção específica deste composto: Mecanismo estimulante central. Pressão arterial, frequência cardíaca e sono são os pontos de atenção.

Resumo

Comprimido oral desenvolvido originalmente para doença de Parkinson e Alzheimer. Naqueles ensaios iniciais, os participantes perderam peso sem tentar — achado que redirecionou o programa para obesidade. Age no cérebro bloqueando a recaptação de noradrenalina, dopamina e serotonina.

Referência rápida

Via
Comprimido oral, 1×/dia. Sem injeção, sem reconstituição.
Doses estudadas
0,25 mg e 0,5 mg 1×/dia foram as principais nas fases 2 e 3.
Meia-vida
Cerca de 9 dias — o fármaco acumula nas primeiras 4 a 6 semanas antes de estabilizar.
Ciclo nos ensaios
Períodos de 24 semanas, tanto na fase 2 (Astrup 2008) quanto na fase 3 mexicana.

Estrutura de ciclo usada nos ensaios

Estrutura de ciclo usada nos ensaios
FaseDuraçãoObservações
Período de adaptação2 semanasEstabilização da dieta, sem tesofensina; serve para estabelecer peso e exames basais
Treatment24 semanasComprimidos 1×/dia na dose designada, com dieta hipocalórica
Extensão aberta (TIPO-4)até 48 semanas adicionais0,5 mg mantido, com titulação opcional para 1,0 mg em alguns pacientes

Tesofensine Linha do tempo e o que monitorar

Tesofensine Linha do tempo e o que monitorar
MomentoO que os ensaios relataram
Semanas 1–2Supressão precoce de apetite em muitos pacientes
Semanas 4–6Níveis plasmáticos estáveis atingidos; efeito mais constante
Semana 12Cerca de metade da perda de peso das 24 semanas costuma aparecer até aqui
Semana 24Desfecho primário da fase 2: cerca de 10–11% de perda de peso com 0,5 mg; cerca de 6–7% com 0,25 mg
Beyond 24 semanasOs dados de longo prazo são mais escassos; a extensão TIPO-4 acompanhou parte dos pacientes por mais 48 semanas

Armazenamento e manuseio

As regras abaixo valem para praticamente todo peptídeo liofilizado desta referência. Onde o composto tiver exigência própria, ela aparece na tabela da seção anterior.

  • Pó liofilizado, fechado: geladeira, entre 2 e 8 °C, protegido da luz. Muitos toleram temperatura ambiente por períodos curtos de transporte, mas isso é tolerância, não recomendação.
  • Depois de reconstituído: sempre refrigerado, entre 2 e 8 °C. A janela de estabilidade cai para dias ou poucas semanas, conforme o composto.
  • Nunca congelar depois de reconstituir. O ciclo de congelamento e descongelamento degrada o peptídeo.
  • Não agitar. Girar o frasco devagar. Agitar quebra a cadeia peptídica.
  • Água bacteriostática pela parede do frasco, em fio lento, e não jorrada direto sobre o pó.
  • Solução turva, com partículas ou mudança de cor: descartar. Não existe recuperação.

Exames e monitoramento

Esta lista é a que aparece de forma recorrente na fonte, com pequenas variações por composto. Serve como ponto de partida para conversar com um profissional — não como substituto dessa conversa.

  • Antes de começar: hemograma completo, painel metabólico completo, perfil lipídico, glicemia de jejum e HbA1c, TSH e T4 livre, pressão arterial e frequência cardíaca de repouso.
  • Conforme o composto: IGF-1 (eixo do GH), lipase e amilase (VIP e os agonistas de incretina), cobre sérico e ceruloplasmina (GHK-Cu e blends que o contenham), PCR.
  • Reavaliação: a maior parte dos protocolos revisa entre a semana 4 e a 8, e depois a cada 8–12 semanas.
  • Não esperar o exame de rotina diante de dor abdominal, alteração visual, mudança em pinta, falta de ar, inchaço assimétrico ou qualquer sintoma novo e persistente. Isso é procura de atendimento, não item de planilha.

Limites da evidência

O que estes números são e o que não são. Os valores acima foram preservados exatamente como aparecem na fonte, sem reinterpretação. O que a fonte descreve como prática de comunidade está marcado assim nas tabelas; o que veio de ensaio publicado também. Uma dose repetida por muita gente não vira dose validada por repetição.

Fonte dos dados: peptidedosingprotocols.com, acesso em 3 de setembro de 2026. Tradução e organização em português são autorais. Nenhuma fonte primária (PubMed, registro de ensaio, bula) foi conferida na montagem desta página — a checagem foi contra a fonte secundária, e só.

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