Melanotan II (MT-2)
Bronzeamento por via de melanocortina — e uma lista de efeitos
Material experimental. Leia antes de usar qualquer coisa daqui.
Nada nesta página é recomendação médica, prescrição ou plano de tratamento. É uma tradução organizada de protocolos que circulam em comunidades de pesquisa e, quando existe, do que ensaios publicados testaram. As duas coisas estão marcadas de forma diferente — e não são equivalentes.
A maior parte dos compostos aqui não tem aprovação da ANVISA nem da FDA para uso humano. Vários são vendidos com rótulo de "uso exclusivo em pesquisa", o que significa que não passaram por controle de pureza, esterilidade ou dosagem para consumo por pessoas. Dose descrita por comunidade não é dose validada: é o que alguém relatou ter feito.
Converse com um profissional de saúde habilitado antes de considerar qualquer um destes compostos. Se você já usa algum e sentir algo fora do previsto, procure atendimento — não espere o próximo exame de rotina.
Resumo
Peptídeo sintético desenvolvido na Universidade do Arizona entre os anos 1980 e 1990. O objetivo era induzir bronzeamento sem exposição solar prolongada. Ativa receptores de melanocortina de forma ampla, o que traz junto náusea, escurecimento de pintas e efeito sobre a ereção.
Referência rápida
- Via
- Subcutânea é a mais estudada. O spray nasal foi testado, mas é menos previsível.
- Medida
- Seringa U-100. O cálculo depende de quanta água bacteriostática entra no frasco de 10 mg.
- Ataque
- Estrutura comum começa em 100–250 mcg/dia e sobe a 500–1.000 mcg conforme a náusea permite.
- Manutenção
- Depois do ataque, cai para 1–2 doses por semana para segurar a pigmentação.
Estrutura de dose
| Stage | Dias | Dose | Observações |
|---|---|---|---|
| Assessment | Dias 1–3 | 100-250 mcg diário | Usado para checar quão bem náusea e rubor são tolerados. |
| Low ataque | Dias 4–14 | 250-500 mcg diário | Subir apenas se os efeitos adversos seguirem administráveis. |
| Standard ataque | Semanas 3–6 | 500-1000 mcg diário | Mantido até atingir o pigmento desejado. Costuma-se coordenar exposição breve a UV. |
Diretrizes de ciclo
| Abordagem | Duração | Intervalo | Indicado para |
|---|---|---|---|
| Short ciclo | 4 semanas | 4+ semanas | Planejamento de primeira vez |
| Standard ciclo | 6 semanas | 4–6 semanas | Formação de pigmento visível |
| Extended ciclo | 8 semanas | 6+ semanas | Slower titulação ou stronger nausea profile |
Melanotan 2 Guia de reconstituição
| Água bacteriostática adicionada | Concentração | 250 mcg | 500 mcg | 750 mcg | 1 mg |
|---|---|---|---|---|---|
| 1,0 mL | 10 mg/mL | 0,025 mL (2,5 u) | 0,05 mL (5 u) | 0,075 mL (7,5 u) | 0,10 mL (10 u) |
| 2,0 mL | 5 mg/mL | 0,05 mL (5 u) | 0,10 mL (10 u) | 0,15 mL (15 u) | 0,20 mL (20 u) |
| 3,0 mL | 3,33 mg/mL | 0,075 mL (7,5 u) | 0,15 mL (15 u) | 0,225 mL (22,5 u) | 0,30 mL (30 u) |
| 5,0 mL | 2 mg/mL | 0,125 mL (12,5 u) | 0,25 mL (25 u) | 0,375 mL (37,5 u) | 0,50 mL (50 u) |
Melanotan 2 Linha do tempo e o que monitorar
| Janela | Padrão provável | O que acompanhar |
|---|---|---|
| Dias 1–3 | É aqui que ocorre a maior parte da náusea e do rubor. A pele em geral não muda ainda. | Nível de tolerância, e se a dose antes de dormir ajuda com a náusea. |
| Semanas 1–2 | Parte dos usuários nota sardas ou leve escurecimento, sobretudo com exposição leve a UV. | Fotos das pintas, primeiros sinais de mudança de pigmento e intensidade dos efeitos adversos. |
| Semanas 3–4 | As mudanças de pigmento ficam mais visíveis. Os efeitos sexuais e de apetite costumam estabilizar. | Comparar com as fotos basais das pintas. Anotar se alguma parecer diferente. |
| Semanas 5–8 | O ataque costuma terminar aqui. Muitos passam para manutenção semanal. | Decidir se o resultado basta ou se é preciso mais fase de ataque. |
| Depois do ataque | O pigmento some devagar sem dose de manutenção ou exposição regular a UV. | Quanto o pigmento dura na dose de manutenção escolhida. |
Melanotan 2 vs. PT-141 vs. afamelanotida
| Item | Melanotan 2 | Afamelanotida (MT-I) | PT-141 (bremelanotida) |
|---|---|---|---|
| Structure | Peptídeo cíclico de 7 aminoácidos | Peptídeo linear de 13 aminoácidos | Derivado cíclico de 7 aminoácidos |
| Foco no receptor | MC1R + MC3R + MC4R + MC5R (não seletivo) | Preferência por MC1R | Preferência por MC3R/MC4R |
| Meia-vida plasmática | ~1-2 h | ~0,8-1,7 h | ~2,7 h |
| Efeito principal | Bronzeamento + mudanças sexuais e de apetite | Tanning e photoprotection | Sexual arousal e desire |
| Intensidade do bronzeamento | Forte | Forte | Minimal |
| Efeito sexual | Forte nos estudos de disfunção erétil | Não é o principal | Caso de uso principal |
| Dose | diário ataque, then 1-2x semanal | Implante subcutâneo | Sob demanda, no máximo 1 por 24 h |
| Status FDA | Não aprovado | Aprovado (Scenesse) para protoporfiria eritropoética | Aprovado (Vyleesi) para baixo desejo sexual feminino |
| Carga de náusea | High e dose-limiting | Menor no uso seletivo | Comum, descrito em bula |
Armazenamento e manuseio
As regras abaixo valem para praticamente todo peptídeo liofilizado desta referência. Onde o composto tiver exigência própria, ela aparece na tabela da seção anterior.
- Pó liofilizado, fechado: geladeira, entre 2 e 8 °C, protegido da luz. Muitos toleram temperatura ambiente por períodos curtos de transporte, mas isso é tolerância, não recomendação.
- Depois de reconstituído: sempre refrigerado, entre 2 e 8 °C. A janela de estabilidade cai para dias ou poucas semanas, conforme o composto.
- Nunca congelar depois de reconstituir. O ciclo de congelamento e descongelamento degrada o peptídeo.
- Não agitar. Girar o frasco devagar. Agitar quebra a cadeia peptídica.
- Água bacteriostática pela parede do frasco, em fio lento, e não jorrada direto sobre o pó.
- Solução turva, com partículas ou mudança de cor: descartar. Não existe recuperação.
Exames e monitoramento
Esta lista é a que aparece de forma recorrente na fonte, com pequenas variações por composto. Serve como ponto de partida para conversar com um profissional — não como substituto dessa conversa.
- Antes de começar: hemograma completo, painel metabólico completo, perfil lipídico, glicemia de jejum e HbA1c, TSH e T4 livre, pressão arterial e frequência cardíaca de repouso.
- Conforme o composto: IGF-1 (eixo do GH), lipase e amilase (VIP e os agonistas de incretina), cobre sérico e ceruloplasmina (GHK-Cu e blends que o contenham), PCR.
- Reavaliação: a maior parte dos protocolos revisa entre a semana 4 e a 8, e depois a cada 8–12 semanas.
- Não esperar o exame de rotina diante de dor abdominal, alteração visual, mudança em pinta, falta de ar, inchaço assimétrico ou qualquer sintoma novo e persistente. Isso é procura de atendimento, não item de planilha.
Limites da evidência
Fonte dos dados: peptidedosingprotocols.com, acesso em 3 de setembro de 2026. Tradução e organização em português são autorais. Nenhuma fonte primária (PubMed, registro de ensaio, bula) foi conferida na montagem desta página — a checagem foi contra a fonte secundária, e só.