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Compostos › Hormonal e sexual

Melanotan II (MT-2)

Bronzeamento por via de melanocortina — e uma lista de efeitos

Não aprovadoHormonal e sexual

Material experimental. Leia antes de usar qualquer coisa daqui.

Nada nesta página é recomendação médica, prescrição ou plano de tratamento. É uma tradução organizada de protocolos que circulam em comunidades de pesquisa e, quando existe, do que ensaios publicados testaram. As duas coisas estão marcadas de forma diferente — e não são equivalentes.

A maior parte dos compostos aqui não tem aprovação da ANVISA nem da FDA para uso humano. Vários são vendidos com rótulo de "uso exclusivo em pesquisa", o que significa que não passaram por controle de pureza, esterilidade ou dosagem para consumo por pessoas. Dose descrita por comunidade não é dose validada: é o que alguém relatou ter feito.

Converse com um profissional de saúde habilitado antes de considerar qualquer um destes compostos. Se você já usa algum e sentir algo fora do previsto, procure atendimento — não espere o próximo exame de rotina.

No Brasil: nenhum medicamento registrado com este princípio ativo. Conferido em 4 de setembro de 2026 no dado aberto da ANVISA, com 43.489 registros. Não existe bula brasileira, dose aprovada nem lote fiscalizado — o que circula é importação ou manipulação. A varredura completa está em O que existe no Brasil.
Atenção específica deste composto: Escurecimento e alteração de nevos é um efeito relatado. Qualquer mudança em pinta pede avaliação dermatológica, não observação.

Resumo

Peptídeo sintético desenvolvido na Universidade do Arizona entre os anos 1980 e 1990. O objetivo era induzir bronzeamento sem exposição solar prolongada. Ativa receptores de melanocortina de forma ampla, o que traz junto náusea, escurecimento de pintas e efeito sobre a ereção.

Referência rápida

Via
Subcutânea é a mais estudada. O spray nasal foi testado, mas é menos previsível.
Medida
Seringa U-100. O cálculo depende de quanta água bacteriostática entra no frasco de 10 mg.
Ataque
Estrutura comum começa em 100–250 mcg/dia e sobe a 500–1.000 mcg conforme a náusea permite.
Manutenção
Depois do ataque, cai para 1–2 doses por semana para segurar a pigmentação.

Estrutura de dose

Estrutura de dose
StageDiasDoseObservações
AssessmentDias 1–3100-250 mcg diárioUsado para checar quão bem náusea e rubor são tolerados.
Low ataqueDias 4–14250-500 mcg diárioSubir apenas se os efeitos adversos seguirem administráveis.
Standard ataqueSemanas 3–6500-1000 mcg diárioMantido até atingir o pigmento desejado. Costuma-se coordenar exposição breve a UV.

Diretrizes de ciclo

Diretrizes de ciclo
AbordagemDuraçãoIntervaloIndicado para
Short ciclo4 semanas4+ semanasPlanejamento de primeira vez
Standard ciclo6 semanas4–6 semanasFormação de pigmento visível
Extended ciclo8 semanas6+ semanasSlower titulação ou stronger nausea profile

Melanotan 2 Guia de reconstituição

Melanotan 2 Guia de reconstituição
Água bacteriostática adicionadaConcentração250 mcg500 mcg750 mcg1 mg
1,0 mL10 mg/mL0,025 mL (2,5 u)0,05 mL (5 u)0,075 mL (7,5 u)0,10 mL (10 u)
2,0 mL5 mg/mL0,05 mL (5 u)0,10 mL (10 u)0,15 mL (15 u)0,20 mL (20 u)
3,0 mL3,33 mg/mL0,075 mL (7,5 u)0,15 mL (15 u)0,225 mL (22,5 u)0,30 mL (30 u)
5,0 mL2 mg/mL0,125 mL (12,5 u)0,25 mL (25 u)0,375 mL (37,5 u)0,50 mL (50 u)

Melanotan 2 Linha do tempo e o que monitorar

Melanotan 2 Linha do tempo e o que monitorar
JanelaPadrão provávelO que acompanhar
Dias 1–3É aqui que ocorre a maior parte da náusea e do rubor. A pele em geral não muda ainda.Nível de tolerância, e se a dose antes de dormir ajuda com a náusea.
Semanas 1–2Parte dos usuários nota sardas ou leve escurecimento, sobretudo com exposição leve a UV.Fotos das pintas, primeiros sinais de mudança de pigmento e intensidade dos efeitos adversos.
Semanas 3–4As mudanças de pigmento ficam mais visíveis. Os efeitos sexuais e de apetite costumam estabilizar.Comparar com as fotos basais das pintas. Anotar se alguma parecer diferente.
Semanas 5–8O ataque costuma terminar aqui. Muitos passam para manutenção semanal.Decidir se o resultado basta ou se é preciso mais fase de ataque.
Depois do ataqueO pigmento some devagar sem dose de manutenção ou exposição regular a UV.Quanto o pigmento dura na dose de manutenção escolhida.

Melanotan 2 vs. PT-141 vs. afamelanotida

Melanotan 2 vs. PT-141 vs. afamelanotida
ItemMelanotan 2Afamelanotida (MT-I)PT-141 (bremelanotida)
StructurePeptídeo cíclico de 7 aminoácidosPeptídeo linear de 13 aminoácidosDerivado cíclico de 7 aminoácidos
Foco no receptorMC1R + MC3R + MC4R + MC5R (não seletivo)Preferência por MC1RPreferência por MC3R/MC4R
Meia-vida plasmática~1-2 h~0,8-1,7 h~2,7 h
Efeito principalBronzeamento + mudanças sexuais e de apetiteTanning e photoprotectionSexual arousal e desire
Intensidade do bronzeamentoForteForteMinimal
Efeito sexualForte nos estudos de disfunção erétilNão é o principalCaso de uso principal
Dosediário ataque, then 1-2x semanalImplante subcutâneoSob demanda, no máximo 1 por 24 h
Status FDANão aprovadoAprovado (Scenesse) para protoporfiria eritropoéticaAprovado (Vyleesi) para baixo desejo sexual feminino
Carga de náuseaHigh e dose-limitingMenor no uso seletivoComum, descrito em bula

Armazenamento e manuseio

As regras abaixo valem para praticamente todo peptídeo liofilizado desta referência. Onde o composto tiver exigência própria, ela aparece na tabela da seção anterior.

  • Pó liofilizado, fechado: geladeira, entre 2 e 8 °C, protegido da luz. Muitos toleram temperatura ambiente por períodos curtos de transporte, mas isso é tolerância, não recomendação.
  • Depois de reconstituído: sempre refrigerado, entre 2 e 8 °C. A janela de estabilidade cai para dias ou poucas semanas, conforme o composto.
  • Nunca congelar depois de reconstituir. O ciclo de congelamento e descongelamento degrada o peptídeo.
  • Não agitar. Girar o frasco devagar. Agitar quebra a cadeia peptídica.
  • Água bacteriostática pela parede do frasco, em fio lento, e não jorrada direto sobre o pó.
  • Solução turva, com partículas ou mudança de cor: descartar. Não existe recuperação.

Exames e monitoramento

Esta lista é a que aparece de forma recorrente na fonte, com pequenas variações por composto. Serve como ponto de partida para conversar com um profissional — não como substituto dessa conversa.

  • Antes de começar: hemograma completo, painel metabólico completo, perfil lipídico, glicemia de jejum e HbA1c, TSH e T4 livre, pressão arterial e frequência cardíaca de repouso.
  • Conforme o composto: IGF-1 (eixo do GH), lipase e amilase (VIP e os agonistas de incretina), cobre sérico e ceruloplasmina (GHK-Cu e blends que o contenham), PCR.
  • Reavaliação: a maior parte dos protocolos revisa entre a semana 4 e a 8, e depois a cada 8–12 semanas.
  • Não esperar o exame de rotina diante de dor abdominal, alteração visual, mudança em pinta, falta de ar, inchaço assimétrico ou qualquer sintoma novo e persistente. Isso é procura de atendimento, não item de planilha.

Limites da evidência

O que estes números são e o que não são. Os valores acima foram preservados exatamente como aparecem na fonte, sem reinterpretação. O que a fonte descreve como prática de comunidade está marcado assim nas tabelas; o que veio de ensaio publicado também. Uma dose repetida por muita gente não vira dose validada por repetição.

Fonte dos dados: peptidedosingprotocols.com, acesso em 3 de setembro de 2026. Tradução e organização em português são autorais. Nenhuma fonte primária (PubMed, registro de ensaio, bula) foi conferida na montagem desta página — a checagem foi contra a fonte secundária, e só.

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