Pular para o conteúdo
Protocolos
Compostos › Eixo do hormônio do crescimento

Sermorelina (GRF 1-29)

Cópia dos 29 primeiros aminoácidos do GHRH

Aprovação parcialEixo do hormônio do crescimento

Material experimental. Leia antes de usar qualquer coisa daqui.

Nada nesta página é recomendação médica, prescrição ou plano de tratamento. É uma tradução organizada de protocolos que circulam em comunidades de pesquisa e, quando existe, do que ensaios publicados testaram. As duas coisas estão marcadas de forma diferente — e não são equivalentes.

A maior parte dos compostos aqui não tem aprovação da ANVISA nem da FDA para uso humano. Vários são vendidos com rótulo de "uso exclusivo em pesquisa", o que significa que não passaram por controle de pureza, esterilidade ou dosagem para consumo por pessoas. Dose descrita por comunidade não é dose validada: é o que alguém relatou ter feito.

Converse com um profissional de saúde habilitado antes de considerar qualquer um destes compostos. Se você já usa algum e sentir algo fora do previsto, procure atendimento — não espere o próximo exame de rotina.

No Brasil: nenhum medicamento registrado com este princípio ativo. Conferido em 4 de setembro de 2026 no dado aberto da ANVISA, com 43.489 registros. Não existe bula brasileira, dose aprovada nem lote fiscalizado — o que circula é importação ou manipulação. A varredura completa está em O que existe no Brasil.

Resumo

Peptídeo que copia os 29 primeiros aminoácidos do hormônio liberador de GH natural do corpo. Também chamado GRF 1-29 ou acetato de sermorelina. A cópia curta ainda encaixa no receptor de GHRH da hipófise. Já teve aprovação nos EUA como teste diagnóstico, depois retirada do mercado.

Referência rápida

Dose comum
200–300 mcg SC à noite. A titulação costuma começar em 100 mcg.
Meia-vida
Cerca de 11–12 minutos. É por isso que é noturna, e não semanal.
Reconstituição
3 mL de água bacteriostática num frasco de 10 mg dá 3 unidades por 100 mcg na U-100.
Horário
30–60 minutos antes de dormir, de estômago vazio. Insulina e refeição reduzem o pulso de GH.

Typical Titration Esquema

Typical Titration Esquema
FaseTimeDose nightlyObservações
InitiationSemanas 1–2100 mcgObservar reações no local da injeção e mudanças no sono.
PadrãoSemanas 3–4200 mcgFaixa terapêutica inicial comum nos protocolos de consultório.
OptimizationSemanas 5–8300 mcgCostuma vir acompanhada de IGF-1 e exames de tireoide no marco de 6 semanas.
ElevatedSemana 9 em diante400-500 mcgExtremo superior, se a resposta a 300 mcg não bastar. Acompanhar a tendência do IGF-1.

Sermorelin Linha do tempo e o que monitorar

Sermorelin Linha do tempo e o que monitorar
TimepointO que checarPor quê
BasalIGF-1, painel tireoidiano completo, glicemia de jejum e painel metabólico completoEstabelecer os valores iniciais antes de começar e descartar hipotireoidismo não tratado.
Semanas 2–4Qualidade subjetiva do sono, recuperação e tolerância no local da injeçãoMudanças no sono costumam ser a primeira alteração relatada.
Semana 6Repetir IGF-1 e painel tireoidianoPrimeira checagem objetiva de que o protocolo está produzindo resposta de GH/IGF-1.
Semana 12Repetir IGF-1, painel tireoidiano e marcadores de composição corporal, se pertinentePonto médio de um ciclo de 3 a 6 meses.
Mês 6Repetição completa dos exames basais, mais composição corporalA maioria dos protocolos de consultório reavalia o ciclo por volta desse ponto.

Armazenamento e manuseio

As regras abaixo valem para praticamente todo peptídeo liofilizado desta referência. Onde o composto tiver exigência própria, ela aparece na tabela da seção anterior.

  • Pó liofilizado, fechado: geladeira, entre 2 e 8 °C, protegido da luz. Muitos toleram temperatura ambiente por períodos curtos de transporte, mas isso é tolerância, não recomendação.
  • Depois de reconstituído: sempre refrigerado, entre 2 e 8 °C. A janela de estabilidade cai para dias ou poucas semanas, conforme o composto.
  • Nunca congelar depois de reconstituir. O ciclo de congelamento e descongelamento degrada o peptídeo.
  • Não agitar. Girar o frasco devagar. Agitar quebra a cadeia peptídica.
  • Água bacteriostática pela parede do frasco, em fio lento, e não jorrada direto sobre o pó.
  • Solução turva, com partículas ou mudança de cor: descartar. Não existe recuperação.

Exames e monitoramento

Esta lista é a que aparece de forma recorrente na fonte, com pequenas variações por composto. Serve como ponto de partida para conversar com um profissional — não como substituto dessa conversa.

  • Antes de começar: hemograma completo, painel metabólico completo, perfil lipídico, glicemia de jejum e HbA1c, TSH e T4 livre, pressão arterial e frequência cardíaca de repouso.
  • Conforme o composto: IGF-1 (eixo do GH), lipase e amilase (VIP e os agonistas de incretina), cobre sérico e ceruloplasmina (GHK-Cu e blends que o contenham), PCR.
  • Reavaliação: a maior parte dos protocolos revisa entre a semana 4 e a 8, e depois a cada 8–12 semanas.
  • Não esperar o exame de rotina diante de dor abdominal, alteração visual, mudança em pinta, falta de ar, inchaço assimétrico ou qualquer sintoma novo e persistente. Isso é procura de atendimento, não item de planilha.

Limites da evidência

O que estes números são e o que não são. Os valores acima foram preservados exatamente como aparecem na fonte, sem reinterpretação. O que a fonte descreve como prática de comunidade está marcado assim nas tabelas; o que veio de ensaio publicado também. Uma dose repetida por muita gente não vira dose validada por repetição.

Fonte dos dados: peptidedosingprotocols.com, acesso em 3 de setembro de 2026. Tradução e organização em português são autorais. Nenhuma fonte primária (PubMed, registro de ensaio, bula) foi conferida na montagem desta página — a checagem foi contra a fonte secundária, e só.

← Voltar para todos os compostos