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Protocolos
Compostos › Verificado em fonte primária

Ajuste de dose por função hepática

Aqui não é só lacuna: há dano documentado, com número e desfecho — e ele atinge exatamente quem este site atrai

Aprovação parcialVerificado em fonte primária

Material experimental. Leia antes de usar qualquer coisa daqui.

Nada nesta página é recomendação médica, prescrição ou plano de tratamento. É uma tradução organizada de protocolos que circulam em comunidades de pesquisa e, quando existe, do que ensaios publicados testaram. As duas coisas estão marcadas de forma diferente — e não são equivalentes.

A maior parte dos compostos aqui não tem aprovação da ANVISA nem da FDA para uso humano. Vários são vendidos com rótulo de "uso exclusivo em pesquisa", o que significa que não passaram por controle de pureza, esterilidade ou dosagem para consumo por pessoas. Dose descrita por comunidade não é dose validada: é o que alguém relatou ter feito.

Converse com um profissional de saúde habilitado antes de considerar qualquer um destes compostos. Se você já usa algum e sentir algo fora do previsto, procure atendimento — não espere o próximo exame de rotina.

Atenção específica deste composto: Duas coisas mudam a conduta e quase nunca são ditas. Primeira: na lesão colestática — a dos SARMs e dos anabolizantes — a ALT pode voltar ao normal enquanto a bilirrubina piora; monitorar só TGO e TGP dá falsa tranquilidade. Segunda: a latência típica é de 2 a 3 meses, então terminar um ciclo curto sem sintoma não é prova de segurança, e a icterícia pode aparecer depois de já ter parado. Urina escura, fezes claras, coceira ou olhos amarelados: parar e procurar atendimento no mesmo dia.

Resumo

O par da página renal, pelo mesmo método: seção 8.7 extraída do endpoint de rótulos da openFDA e transcrita. Semaglutida e tirzepatida não pedem ajuste; bremelanotida não foi avaliada em Child-Pugh C; tesamorelina declara a lacuna. A inversão está no sparsentana — remédio de rim, com tarja preta de hepatotoxicidade e instrução de evitar em qualquer grau de insuficiência hepática. A página mostra por que ninguém se classifica sozinho em Child-Pugh (dois dos cinco componentes são exame físico, não laboratório), traz a armadilha de uma hora de musculação deixar AST e ALT alterados por sete dias em homens saudáveis — com bilirrubina, GGT e fosfatase alcalina normais, que é o critério que separa músculo de fígado — e reúne o dano real: 130 dos 839 casos da DILIN vieram de suplemento, 45 deles de fisiculturismo, com mediana de 91 dias de icterícia. E os SARMs, com colestase, latência de 2 a 3 meses e pico de bilirrubina relatado de 41,5 mg/dL.

O par da página renal — e por que este lado é pior

A página de ajuste de dose por função renal terminou dizendo que não cobria o fígado. Esta cobre, pelo mesmo método: seção 8.7 de cada bula, extraída do endpoint de rótulos da FDA e transcrita sem corte.

A diferença entre as duas é grande e desconfortável. No lado renal, o levantamento devolveu sobretudo lacuna: onde havia dado, ele mandava não ajustar nada. Aqui há lacuna também — mas há, além dela, dano documentado, com nome, número e desfecho. E ele atinge em cheio o público deste site: homens jovens, tomando coisa comprada pela internet para ganhar músculo.

Há ainda uma inversão que vale registrar antes de tudo: o único composto citado neste site que a bula manda evitar em qualquer grau de insuficiência hepática é um remédio de rim.

O que a bula diz, literalmente

Extraído do mesmo endpoint, em 4 de setembro de 2026, seção 8.7 de cada rótulo.

CompostoProdutoO que a bula determinaDetalhe
SemaglutidaOzempic / RybelsusA dose recomendada em pacientes com insuficiência hepática é a mesma de quem tem função hepática normal.Num estudo com diferentes graus de insuficiência hepática, não se observou mudança clinicamente relevante na farmacocinética
TirzepatidaMounjaroNenhum ajuste de dose é recomendado.Em estudo de farmacologia clínica com graus variados de insuficiência hepática, não se observou mudança na farmacocinética
BremelanotidaVyleesiNenhum ajuste em insuficiência hepática leve a moderada (Child-Pugh A e B, escore 5–9).Não foi avaliada na insuficiência hepática grave. Usar com cautela em Child-Pugh C (escore 10–15), porque esses pacientes podem ter aumento na incidência e na gravidade das reações adversas
TesamorelinaEgrifta SVNão estabelecida.O mesmo trecho que declara a lacuna renal declara a hepática: a farmacocinética em pacientes com insuficiência renal ou hepática não foi estabelecida
SparsentanaFilspariEvitar o uso em pacientes com qualquer grau de insuficiência hepática (Child-Pugh A a C), pelo risco potencial de lesão hepática grave.Tem tarja preta por hepatotoxicidade e só é distribuído sob programa restrito, com inscrição obrigatória de quem prescreve, de quem dispensa e do próprio paciente

A tarja preta do remédio de rim

A sparsentana é um dos seis medicamentos da página de doença renal — aprovada para nefropatia por IgA e, desde 2026, para glomeruloesclerose segmentar e focal. A tarja preta dela não fala de rim. Fala de fígado, e a frase da bula merece ser lida inteira:

"Alguns antagonistas do receptor de endotelina causaram elevações de aminotransferases, hepatotoxicidade e falência hepática."

Repare no sujeito da frase: não é este medicamento, é a classe. O risco foi herdado de parentes químicos, e a bula o assume por precaução antes de o produto ter acumulado casos próprios. É o oposto exato do raciocínio que circula sobre peptídeo de pesquisa, onde a ausência de caso relatado é apresentada como prova de segurança — quando quase sempre é só ausência de vigilância.

E há a lição de escala: um medicamento com ensaio de fase 3, agência, bula e programa de acompanhamento obrigatório ainda assim carrega risco hepático a ponto de exigir cadastro de paciente. Aprovação não é ausência de risco; é risco medido, nomeado e vigiado.

Por que você não consegue se classificar sozinho

Toda bula acima fala em Child-Pugh A, B ou C. É aqui que o lado hepático se separa do renal de um jeito que quase ninguém percebe.

No rim, a classificação sai de uma conta: creatinina, idade e sexo entram na equação CKD-EPI e sai um número. O laboratório já entrega a TFGe impressa no laudo. No fígado, não existe equivalente. O Child-Pugh é um escore clínico, e dois dos seus cinco componentes não são exame — são achado de exame físico e de avaliação neurológica.

Componente1 ponto2 pontos3 pontosDe onde vem
Bilirrubinaabaixo de 2 mg/dL2 a 3 mg/dLacima de 3 mg/dLExame de sangue
Albuminaacima de 3,5 g/dL2,8 a 3,5 g/dLabaixo de 2,8 g/dLExame de sangue
INRabaixo de 1,71,7 a 2,2acima de 2,2Exame de sangue
AsciteausentelevemoderadaExame físico / imagem
Encefalopatiaausentegraus 1 e 2graus 3 e 4Avaliação clínica

A consequência prática disso

  • Escore de 5 a 15 pontos: 5–6 é classe A, 7–9 é classe B, 10–15 é classe C.
  • Três dos cinco componentes você consegue pedir; dois, não. Ascite e encefalopatia dependem de alguém examinar a pessoa. Não existe "tirar o Child-Pugh no laboratório" como se tira a TFGe.
  • Por isso a bula que diz "Child-Pugh C" está falando com o médico, não com você. Quem tenta se enquadrar sozinho vai usar só a parte que dá para medir — e a parte que falta é justamente a que indica doença avançada.

A armadilha simétrica: musculação faz o exame de fígado ficar horrível

Na página renal, a armadilha era a creatinina inflada por massa muscular e creatina. Aqui ela tem um irmão maior, e mais dramático.

Segundo o PubMed, um estudo publicado no British Journal of Clinical Pharmacology pegou 15 homens saudáveis, acostumados a atividade física moderada mas não a musculação, e aplicou uma hora de treino de força. Cinco dos oito parâmetros medidos — AST, ALT, LDH, CK e mioglobina — subiram de forma significativa (P < 0,01) e continuaram elevados por pelo menos sete dias. O título do artigo não é cauteloso: exercício muscular pode causar exames de função hepática altamente patológicos em homens saudáveis.

Uma hora de treino. Sete dias de exame alterado. Em quem não tinha nada.

O achado que salva o leitor: o que NÃO subiu

O mesmo estudo registra que bilirrubina, gama-GT e fosfatase alcalina permaneceram dentro da faixa normal. Isso não é detalhe: é o critério que separa músculo de fígado.

Quando AST e ALT sobem junto com CK e mioglobina, e bilirrubina, GGT e fosfatase alcalina ficam normais, a origem provável é muscular. Quando bilirrubina e fosfatase alcalina sobem, a conversa é outra — e é a do fígado.

O erro clássico aqui tem duas direções, e as duas custam caro. Uma é o susto: pessoa treinada faz exame na segunda-feira depois do treino de sábado, vê TGO e TGP alterados e passa semanas achando que tem hepatite. A outra é pior e é a que interessa a este site: pessoa que realmente está com lesão hepática por algo que tomou atribui o exame alterado ao treino e continua tomando.

Onde o dano hepático de verdade aparece neste público

Aqui os números deixam de ser sobre lacuna e passam a ser sobre caso contado, com desfecho.

Segundo o PubMed, a Drug-Induced Liver Injury Network — rede de oito centros de referência nos Estados Unidos — acompanhou prospectivamente 839 casos de lesão hepática por medicamento ou suplemento entre 2004 e 2013. Destes, 130 (15,5%) foram atribuídos a ervas e suplementos alimentares, e a proporção subiu de 7% para 20% ao longo do período estudado (P < 0,001).

AgenteCasosPerfil e desfecho
Medicamentos7093% de óbito ou transplante
Suplementos de fisiculturismo45Icterícia prolongada — mediana de 91 dias — em homens jovens. Nenhum óbito e nenhum transplante
Demais suplementos e ervas85Lesão hepatocelular, predominantemente em mulheres de meia-idade. 13% de óbito ou transplante — mais grave que a dos medicamentos

Como ler essa tabela sem escolher a metade conveniente

  • Suplemento de fisiculturismo não matou ninguém nessa série — e isso não é tranquilizante. Noventa e um dias de icterícia é a mediana, não o pior caso. Metade dos homens ficou amarelo por mais que três meses.
  • O suplemento que mais mata não é o do fisiculturismo. É o outro grupo, de ervas e produtos de bem-estar, com 13% de óbito ou transplante — quatro vezes a taxa dos medicamentos de prescrição. A intuição de que "remédio é perigoso, suplemento é leve" está invertida nesses dados.
  • A proporção quase triplicou em nove anos. De 7% para 20% dos casos de lesão hepática atendidos numa rede de referência. Não é fenômeno estável: é curva subindo.

SARMs: o caso mais bem documentado, e ele é deste site

Este site já tem uma página de SARMs. O LiverTox — base de hepatotoxicidade do National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases, ligado ao NIH — mantém uma entrada inteira sobre eles. O que segue foi conferido no texto da própria entrada, não em resumo dela.

O primeiro achado desmonta a leitura tranquilizadora dos ensaios clínicos. Neles, os SARMs foram descritos como bem tolerados — mas nas doses maiores, as que mais aumentavam massa magra, houve elevação de aminotransferases em 5% a 21% dos participantes, com casos de ALT isolada exigindo suspensão. Nenhum caso de icterícia apareceu nesses ensaios, e o LiverTox diz por quê: a duração da terapia era curta, os pacientes eram monitorados regularmente, e uma pequena proporção interrompeu o tratamento por causa das elevações de ALT.

A icterícia apareceu depois, fora dos ensaios — em pessoas usando SARM por conta própria para musculação, sem supervisão médica.

ItemO que está documentado
Tempo até aparecerLatência tipicamente de 2 a 3 meses, com variação de algumas semanas a um ano
Como começaFadiga, perda de apetite, perda de peso, dor abdominal e coceira, seguidos de urina escura e icterícia
Exames no inícioBilirrubina total só moderadamente elevada (4,0 a 8,0 mg/dL), aminotransferases de 2 a 5 vezes o limite superior do normal, e fosfatase alcalina e GGT minimamente elevadas ou normais
Como evoluiA bilirrubina sobe enquanto as aminotransferases caem, e a fosfatase alcalina sobe pouco. O resultado do exame depende de quanto tempo de doença já passou quando ele foi colhido
O que a biópsia mostraColestase canalicular moderada a grave, com inflamação leve ou mínima e sem perda de ductos biliares — a chamada colestase branda, o mesmo quadro da icterícia por esteroide anabolizante
Quando a bilirrubina passa de 30 mg/dLPode surgir disfunção renal com cilindros de bilirrubina, que às vezes exige diálise temporária — autolimitada, resolve quando a bilirrubina cai
DesfechoProlongado, porém autolimitado. Alguns pacientes com icterícia prolongada e sintomas incapacitantes chegaram a ser encaminhados para transplante de fígado, mas quase todos melhoraram espontaneamente e o transplante foi evitado. Com seguimento longo, espera-se resolução completa
Classificação de causalidadeEscore B do LiverTox: causa provável de lesão hepática clinicamente aparente, com icterícia

A dose dos casos não é a dose dos ensaios

O LiverTox publica uma tabela que raramente aparece em qualquer outro lugar: a dose usada nos ensaios clínicos ao lado da dose usada pelas pessoas que tiveram lesão hepática.

Nome genéricoTambém chamado deFaixa em ensaios clínicosFaixa nos casos de lesão hepática
LigandrolLGD-4033, VK-52110,1 a 2,0 mg4 a 30 mg
EnobosarmeMK-2866, S-22, GTx-024, Ostarina0,1 a 3,0 mg5 a 20 mg
VosilasarmeRAD-140, Testolona50 a 150 mg5 a 30 mg
AndarinaGTx-007, S-4não reportada25 a 50 mg

O que essa tabela mostra, e o que eu não vou concluir dela

  • No Ligandrol e no Enobosarme, quem se machucou usava muito mais do que o testado. O Ligandrol foi estudado entre 0,1 e 2,0 mg; nos casos de lesão hepática a faixa foi de 4 a 30 mg — o teto é quinze vezes a dose máxima de ensaio.
  • No Vosilasarme a relação aparece invertida, com faixa de ensaio maior que a dos casos — e a explicação é o oposto de tranquilizadora. Nos outros SARMs existe ensaio em dose baixa para servir de comparação. No RAD-140 não existe: a única dose clínica que o composto tem é dose de oncologia. Ela vem do único ensaio humano já feito com ele, um fase 1 first-in-human em 22 mulheres na pós-menopausa com câncer de mama metastático, fortemente pré-tratadas, em 50 mg (6 pessoas), 100 mg (13) e 150 mg (3) por dia.
  • E o sinal hepático apareceu já ali. Nesse ensaio, sob supervisão, houve elevação de AST em 59,1% das participantes, de ALT em 45,5% e de bilirrubina total em 27,3%; eventos de grau 3 ou 4 em 16 das 22 (72,7%). Não é achado exclusivo do mercado paralelo: é o que se viu no primeiro contato documentado do composto com o corpo humano. A página de SARMs abre esse ensaio em detalhe.
  • Nada disso autoriza a leitura de que existe dose segura. A tabela mostra o que as pessoas dos relatos tomaram, não um limiar abaixo do qual não há lesão.

Dois achados que mudam a conduta

O primeiro está no caso clínico detalhado que a própria entrada traz, com a tabela de exames semana a semana. O homem parou o suplemento ao ficar sintomático. Quatro dias depois: bilirrubina 7,9 mg/dL e ALT 177 U/L. Nas semanas seguintes, com o suplemento já suspenso, a ALT caiu para a faixa normal — 43, 47, 48 U/L, com limite de referência abaixo de 50 — enquanto a bilirrubina subia para 27,9, depois 29,3, e chegava ao pico de 41,5 mg/dL.

Quem estivesse acompanhando só TGO e TGP teria visto exames normalizando no exato período em que a pessoa piorava. Numa lesão colestática, o marcador que conta é a bilirrubina — e não adianta esperar pela fosfatase alcalina, que o próprio LiverTox descreve como minimamente elevada ou normal no início. Esse caso teve latência de cinco semanas e levou quatro meses para os exames voltarem ao normal.

O segundo é a latência de 2 a 3 meses, que desmonta a lógica do ciclo. Quem faz oito semanas e para pode ficar ictérico depois de ter parado — foi o que aconteceu nesse caso — e não associar. E quem chega ao fim do primeiro ciclo sem sintoma nenhum não recebeu prova de segurança: recebeu um intervalo de tempo que ainda não terminou.

O que o LiverTox diz sobre a regulação disso

  • Nenhum SARM é aprovado para uso humano pela FDA. A entrada lista pelo menos 16 agentes diferentes, muitos com vários nomes químicos e comerciais.
  • A FDA publicou vários alertas clínicos sobre os perigos do uso de SARMs e sobre a falta de segurança e eficácia comprovadas, e agiu contra produtores do mercado clandestino — mas os produtos continuam disponíveis.
  • O rótulo costuma dizer que o produto é apenas para pesquisa. O LiverTox explica a função dessa frase: é o que permite ao fabricante alegar que a venda não viola a exigência de aprovação regulatória. Não é uma descrição do produto, é uma manobra.
  • O que está escrito no rótulo pode não ser confiável, segundo a própria entrada. E os SARMs são banidos pela Agência Mundial Antidopagem, tendo sido detectados em atletas de competição, que foram suspensos.

O que fazer, na ordem

  • Exame de base antes, não depois. AST, ALT, fosfatase alcalina, GGT, bilirrubina total e frações, albumina e INR. Sem valor anterior, um exame alterado no meio do uso não tem com o que ser comparado.
  • Colete com pelo menos uma semana sem treino de força pesado. É a única forma de o número medir fígado em vez de músculo — o estudo mostra alteração persistindo por sete dias depois de uma sessão.
  • Peça CK junto. É o que discrimina: CK alta com bilirrubina, GGT e fosfatase alcalina normais aponta para músculo.
  • Não monitore só transaminase. No padrão colestático — o dos SARMs e dos anabolizantes — quem denuncia a piora é a bilirrubina, e ela pode subir com a ALT caindo. A fosfatase alcalina começa minimamente elevada ou normal, então esperar por ela atrasa o diagnóstico.
  • Urina escura, fezes claras, coceira sem lesão de pele, olhos amarelados: parar e procurar atendimento no mesmo dia. Nessa ordem de sintomas, o exame vem depois da consulta, não antes.
  • Leve a embalagem e o rótulo. Nas séries da DILIN e do LiverTox, boa parte da dificuldade diagnóstica veio de ninguém saber o que a pessoa tinha tomado. O nome do produto e o lote valem mais que a descrição de memória.

O que esta página não é

  • Não é tabela de ajuste por Child-Pugh. Para os compostos deste site que têm bula, a resposta publicada está transcrita acima e na maioria é "nenhum ajuste"; para os que não têm bula, não existe número em lugar nenhum — como na página renal.
  • Não é lista de compostos hepatotóxicos deste site. O que há é o que está documentado: SARMs, suplementos de fisiculturismo e a classe dos antagonistas de endotelina. Ausência de relato para os demais é ausência de relato, não atestado.
  • Não cobre hepatites virais nem interação medicamentosa — que são, no mundo real, causa muito mais frequente de exame hepático alterado do que qualquer coisa catalogada aqui. Álcool e esteatose, que estavam nessa mesma lista, agora têm página própria: álcool e esteatose.
  • Não substitui a bula brasileira. O texto acima é o rótulo americano.

Referências

Esta página não veio da fonte secundária. O texto de cada bula foi extraído por mim do endpoint de rótulos da openFDA (api.fda.gov/drug/label.json), campos use_in_specific_populations e boxed_warning, em 4 de setembro de 2026, e está transcrito acima em tradução literal. Os dados de lesão hepática por suplemento vêm do PubMed e do LiverTox, base do National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases, com DOI e identificador.
  1. openFDA — Drug Label API. Endpoint usado para extrair a seção 8.7 e a tarja preta de cada rótulo citado
  2. DailyMed — FILSPARI (sparsentana): tarja preta de hepatotoxicidade, programa restrito REMS e a instrução de evitar uso em qualquer grau de insuficiência hepática
  3. DailyMed — OZEMPIC (semaglutida), rótulo completo
  4. DailyMed — MOUNJARO (tirzepatida), rótulo completo
  5. DailyMed — VYLEESI (bremelanotida), rótulo completo
  6. PubMed — Pettersson J, Hindorf U, Persson P, et al. Muscular exercise can cause highly pathological liver function tests in healthy men. Br J Clin Pharmacol. 2007;65(2):253-9. PMID 17764474 · doi:10.1111/j.1365-2125.2007.03001.x
  7. PubMed — Navarro VJ, Barnhart H, Bonkovsky HL, et al. Liver injury from herbals and dietary supplements in the U.S. Drug-Induced Liver Injury Network. Hepatology. 2014;60(4):1399-408. PMID 25043597 · doi:10.1002/hep.27317
  8. LiverTox — Selective Androgen Receptor Modulators. National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases, NCBI Bookshelf NBK619971
  9. PubMed — LoRusso P, Hamilton E, Ma C, et al. A First-in-Human Phase 1 Study of a Novel Selective Androgen Receptor Modulator (SARM), RAD140, in ER+/HER2- Metastatic Breast Cancer. Clin Breast Cancer. 2022;22(1):67-77. PMID 34565686 · doi:10.1016/j.clbc.2021.08.003 — o unico ensaio humano do RAD-140, e a origem da faixa de dose que o LiverTox cita
  10. StatPearls — Use of the Child Pugh Score in Liver Disease. NCBI Bookshelf NBK542308
  11. ANVISA — Bulário eletrônico, para o texto que vale no Brasil

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