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Compostos › Longevidade e mitocôndria

SS-31 (elamipretida)

Peptídeo que se liga à cardiolipina mitocondrial

Não aprovadoLongevidade e mitocôndria

Material experimental. Leia antes de usar qualquer coisa daqui.

Nada nesta página é recomendação médica, prescrição ou plano de tratamento. É uma tradução organizada de protocolos que circulam em comunidades de pesquisa e, quando existe, do que ensaios publicados testaram. As duas coisas estão marcadas de forma diferente — e não são equivalentes.

A maior parte dos compostos aqui não tem aprovação da ANVISA nem da FDA para uso humano. Vários são vendidos com rótulo de "uso exclusivo em pesquisa", o que significa que não passaram por controle de pureza, esterilidade ou dosagem para consumo por pessoas. Dose descrita por comunidade não é dose validada: é o que alguém relatou ter feito.

Converse com um profissional de saúde habilitado antes de considerar qualquer um destes compostos. Se você já usa algum e sentir algo fora do previsto, procure atendimento — não espere o próximo exame de rotina.

No Brasil: nenhum medicamento registrado com este princípio ativo. Conferido em 4 de setembro de 2026 no dado aberto da ANVISA, com 43.489 registros. Não existe bula brasileira, dose aprovada nem lote fiscalizado — o que circula é importação ou manipulação. A varredura completa está em O que existe no Brasil.

Resumo

Peptídeo sintético de quatro aminoácidos. Migra para a membrana mitocondrial interna e se liga a um fosfolipídio chamado cardiolipina, que é o andaime estrutural onde a mitocôndria organiza sua maquinaria de produção de energia. Chegou a ensaios clínicos como elamipretida.

Referência rápida

Via
Subcutânea. A bula do Forzinity e o ensaio TAZPOWER usaram dose diária SC.
Dose de ensaio
40 mg SC 1×/dia foi o braço estudado, hoje a dose recomendada do Forzinity para ≥30 kg.
Frequência
1×/dia, no mesmo horário, conforme a bula.
Status
Aprovado pela FDA apenas para síndrome de Barth. Todo o resto é investigacional.

Referências de dose

Referências de dose
PopulationDoseViaObservações
Pacientes com ≥30 kg40 mgSubcutaneous, 1×/diaMesmo horário todo dia. Dose esquecida se pula; não dobrar.
Adultos com insuficiência renal grave (TFGe <30 mL/min, fora de diálise)20 mgSubcutaneous, 1×/diaAjuste de dose conforme a bula da FDA.
Adultos com TFGe <30 mL/min e em diáliseNão definidoInformação insuficiente para um regime de dose conforme a bula.
Pacientes com <30 kgNão aprovadoSegurança e eficácia não estabelecidas.

O Forzinity não exige reconstituição

O Forzinity não exige reconstituição
FrascoÁgua bacteriostáticaConcentração finalVolume para 5 mgVolume para a dose de 40 mg do contexto de ensaio
10 mg1,0 mL10 mg/mL0,50 mL (50 unidades na U-100)4,0 mL no total; exige aspirações divididas
10 mg2,0 mL5 mg/mL1,00 mL (100 unidades na U-100)8,0 mL no total; inviável para 40 mg
50 mg2,5 mL20 mg/mL0,25 mL (25 unidades na U-100)2,0 mL no total; exige aspirações divididas
50 mg5,0 mL10 mg/mL0,50 mL (50 unidades na U-100)4,0 mL no total; exige aspirações divididas

SS-31 Linha do tempo e o que monitorar

SS-31 Linha do tempo e o que monitorar
MomentoDesfecho avaliadoResultado relatado
Semana 12 (período randomizado)Distância no teste de caminhada de 6 minutos e escore de fadiga BTHS-SASem diferença estatisticamente significativa versus placebo
Semana 36 (OLE)Volume sistólico cardíaco e desfechos funcionais exploratóriosMelhora relatada em relação ao basal
Semanas 64–76 (extensão aberta vs. controles de história natural)6MWT+79,7 m na semana 64 (P = 0,0004); +91,0 m na semana 76 (P = 0,0005)
Semana 168 (OLE)TC6 (acumulado a partir do basal da extensão aberta)+96,1 m (P = 0,003); força do extensor do joelho melhorou (base da aprovação acelerada da FDA)

SS-31 vs. MOTS-c vs. NAD+ vs. coenzima Q10

SS-31 vs. MOTS-c vs. NAD+ vs. coenzima Q10
CompostoComo funcionaEvidência mais forteAprovação da FDA
SS-31 / elamipretidaLiga-se à cardiolipina na membrana mitocondrial interna; estabiliza as cristas e a cadeia respiratóriaFase 2/3 em síndrome de Barth (TAZPOWER) → aprovado pela FDA como ForzinitySim, apenas para síndrome de Barth (setembro de 2025)
MOTS-cPeptídeo derivado da mitocôndria; sinalização por AMPK e regulação metabólicaPré-clínico e estudos humanos pequenos; nenhum ensaio de desfecho de fase 3Não
NAD+ / NMN / NR (precursores)Raises NAD+ levels supporting sirtuin e metabolic enzymesVários ensaios humanos pequenos; sinais de eficácia mistosNão (vendidos como suplemento ou composto de pesquisa)
Coenzima Q10 / ubiquinolTransportador de elétrons na cadeia respiratória; função antioxidanteHistórico longo; resultados clínicos mistos entre as indicaçõesNão (vendido como suplemento)

Armazenamento e manuseio

As regras abaixo valem para praticamente todo peptídeo liofilizado desta referência. Onde o composto tiver exigência própria, ela aparece na tabela da seção anterior.

  • Pó liofilizado, fechado: geladeira, entre 2 e 8 °C, protegido da luz. Muitos toleram temperatura ambiente por períodos curtos de transporte, mas isso é tolerância, não recomendação.
  • Depois de reconstituído: sempre refrigerado, entre 2 e 8 °C. A janela de estabilidade cai para dias ou poucas semanas, conforme o composto.
  • Nunca congelar depois de reconstituir. O ciclo de congelamento e descongelamento degrada o peptídeo.
  • Não agitar. Girar o frasco devagar. Agitar quebra a cadeia peptídica.
  • Água bacteriostática pela parede do frasco, em fio lento, e não jorrada direto sobre o pó.
  • Solução turva, com partículas ou mudança de cor: descartar. Não existe recuperação.

Exames e monitoramento

Esta lista é a que aparece de forma recorrente na fonte, com pequenas variações por composto. Serve como ponto de partida para conversar com um profissional — não como substituto dessa conversa.

  • Antes de começar: hemograma completo, painel metabólico completo, perfil lipídico, glicemia de jejum e HbA1c, TSH e T4 livre, pressão arterial e frequência cardíaca de repouso.
  • Conforme o composto: IGF-1 (eixo do GH), lipase e amilase (VIP e os agonistas de incretina), cobre sérico e ceruloplasmina (GHK-Cu e blends que o contenham), PCR.
  • Reavaliação: a maior parte dos protocolos revisa entre a semana 4 e a 8, e depois a cada 8–12 semanas.
  • Não esperar o exame de rotina diante de dor abdominal, alteração visual, mudança em pinta, falta de ar, inchaço assimétrico ou qualquer sintoma novo e persistente. Isso é procura de atendimento, não item de planilha.

Limites da evidência

O que estes números são e o que não são. Os valores acima foram preservados exatamente como aparecem na fonte, sem reinterpretação. O que a fonte descreve como prática de comunidade está marcado assim nas tabelas; o que veio de ensaio publicado também. Uma dose repetida por muita gente não vira dose validada por repetição.

Fonte dos dados: peptidedosingprotocols.com, acesso em 3 de setembro de 2026. Tradução e organização em português são autorais. Nenhuma fonte primária (PubMed, registro de ensaio, bula) foi conferida na montagem desta página — a checagem foi contra a fonte secundária, e só.

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