Survodutida
Agonista duplo GLP-1/glucagon, código BI 456906
Material experimental. Leia antes de usar qualquer coisa daqui.
Nada nesta página é recomendação médica, prescrição ou plano de tratamento. É uma tradução organizada de protocolos que circulam em comunidades de pesquisa e, quando existe, do que ensaios publicados testaram. As duas coisas estão marcadas de forma diferente — e não são equivalentes.
A maior parte dos compostos aqui não tem aprovação da ANVISA nem da FDA para uso humano. Vários são vendidos com rótulo de "uso exclusivo em pesquisa", o que significa que não passaram por controle de pureza, esterilidade ou dosagem para consumo por pessoas. Dose descrita por comunidade não é dose validada: é o que alguém relatou ter feito.
Converse com um profissional de saúde habilitado antes de considerar qualquer um destes compostos. Se você já usa algum e sentir algo fora do previsto, procure atendimento — não espere o próximo exame de rotina.
Sem bula, sem dose aprovada
Este composto não tem registro na FDA — conferido na base de rótulos em 4 de setembro de 2026. Isso não o torna mais seguro que a semaglutida ou a tirzepatida, que têm tarja preta: torna-o menos conhecido. Não existe escada de titulação aprovada, não existe dose máxima definida e não existe lista oficial de contraindicação para comparar com as tabelas desta página.
Os análogos aparentados que já têm bula carregam advertência de tumor de células C da tireoide — e a tirzepatida é contraindicada em carcinoma medular de tireoide e NEM 2 nas bulas dos dois países, enquanto a semaglutida só é nos Estados Unidos. A auditoria completa está em Os GLP-1 contra a bula.
Resumo
Peptídeo de 29 aminoácidos desenvolvido pela Boehringer Ingelheim com a Zealand Pharma. Código de pesquisa BI 456906. Semanal e subcutâneo, age em dois alvos: receptores de GLP-1 e de glucagon. Ainda em investigação, com dados relevantes em esteato-hepatite.
Referência rápida
- Mecanismo
- Agonista duplo de GLP-1 + glucagon — diferente da tirzepatida, que atinge GLP-1 + GIP.
- Via
- Injeção subcutânea, 1×/semana.
- Dose de topo no ensaio
- 4,8 mg 1×/semana na fase 2 em obesidade, após 20 semanas de escalonamento.
- Resultado de fase 3
- 16,6% de perda de peso em 76 semanas, contra 3,2% no placebo (SYNCHRONIZE-1).
Escalonamento de dose estudado no ensaio (fase 2)
| Arm | Perda média de peso | Note |
|---|---|---|
| Placebo | -2,8% | Braço de referência. |
| 0,6 mg 1×/semana | -6,2% | Menor dose estudada. |
| 2,4 mg 1×/semana | -12,5% | Mid dose. |
| 3,6 mg 1×/semana | -13,2% | Dose média-alta. |
| 4,8 mg 1×/semana | −14,9% na análise principal | Dose de topo; quem completou o ensaio chegou a cerca de 18,7%. Isto não é recomendação de dose. |
Survodutide Guia de reconstituição
| Frasco | Água bacteriostática | Concentração | 1 unidade (U-100) equivale a |
|---|---|---|---|
| 6 mg | 1,0 mL | 6,0 mg/mL | 0,060 mg (60 mcg) |
| 6 mg | 2,0 mL | 3,0 mg/mL | 0,030 mg (30 mcg) |
| 10 mg | 1,0 mL | 10,0 mg/mL | 0,100 mg (100 mcg) |
| 10 mg | 2,0 mL | 5,0 mg/mL | 0,050 mg (50 mcg) |
Survodutida vs. retatrutida vs. tirzepatida vs. semaglutida
| Peptide | Alvos de receptor | Maior perda de peso relatada | Via | Status FDA |
|---|---|---|---|---|
| Survodutida (BI 456906) | GLP-1 + glucagon | 16,6% (fase 3 SYNCHRONIZE-1, 76 semanas) | Subcutaneous, 1×/semana | Investigational |
| Retatrutide | GLP-1 + GIP + glucagon (triplo) | 24,2% (Phase 2, 48 semanas) | Subcutaneous, 1×/semana | Investigational |
| Tirzepatida (Mounjaro / Zepbound) | GLP-1 + GIP | 20,9% (SURMOUNT-1, 72 semanas) | Subcutaneous, 1×/semana | Aprovado pela FDA (DM2 e obesidade) |
| Semaglutida (Ozempic / Wegovy / Rybelsus) | Apenas GLP-1 | 14,9% (STEP 1, 68 semanas) | Subcutaneous, 1×/semana (oral Rybelsus diário) | Aprovado pela FDA (DM2 e obesidade) |
| CagriSema (cagrilintida + semaglutida) | GLP-1 + amilina | 22,7% (REDEFINE-1, fase 3) | Subcutaneous, 1×/semana | Investigational |
Armazenamento e manuseio
As regras abaixo valem para praticamente todo peptídeo liofilizado desta referência. Onde o composto tiver exigência própria, ela aparece na tabela da seção anterior.
- Pó liofilizado, fechado: geladeira, entre 2 e 8 °C, protegido da luz. Muitos toleram temperatura ambiente por períodos curtos de transporte, mas isso é tolerância, não recomendação.
- Depois de reconstituído: sempre refrigerado, entre 2 e 8 °C. A janela de estabilidade cai para dias ou poucas semanas, conforme o composto.
- Nunca congelar depois de reconstituir. O ciclo de congelamento e descongelamento degrada o peptídeo.
- Não agitar. Girar o frasco devagar. Agitar quebra a cadeia peptídica.
- Água bacteriostática pela parede do frasco, em fio lento, e não jorrada direto sobre o pó.
- Solução turva, com partículas ou mudança de cor: descartar. Não existe recuperação.
Exames e monitoramento
Esta lista é a que aparece de forma recorrente na fonte, com pequenas variações por composto. Serve como ponto de partida para conversar com um profissional — não como substituto dessa conversa.
- Antes de começar: hemograma completo, painel metabólico completo, perfil lipídico, glicemia de jejum e HbA1c, TSH e T4 livre, pressão arterial e frequência cardíaca de repouso.
- Conforme o composto: IGF-1 (eixo do GH), lipase e amilase (VIP e os agonistas de incretina), cobre sérico e ceruloplasmina (GHK-Cu e blends que o contenham), PCR.
- Reavaliação: a maior parte dos protocolos revisa entre a semana 4 e a 8, e depois a cada 8–12 semanas.
- Não esperar o exame de rotina diante de dor abdominal, alteração visual, mudança em pinta, falta de ar, inchaço assimétrico ou qualquer sintoma novo e persistente. Isso é procura de atendimento, não item de planilha.
Limites da evidência
Fonte dos dados: peptidedosingprotocols.com, acesso em 3 de setembro de 2026. Tradução e organização em português são autorais. Nenhuma fonte primária (PubMed, registro de ensaio, bula) foi conferida na montagem desta página — a checagem foi contra a fonte secundária, e só.